Poeta Mohor
Sobre a sociedade, a alma e etc...
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Textos
ADEUS, BUNI
Nunca teve identidade.
Mas se identificava com a família de verdade.

Nunca entendeu o verbo.
Mas sabia o que era errado e o que era certo.

Nunca teve dinheiro
para nos comprar uma lembrança.
Mas sentindo longe o nosso cheiro
o rabinho já balança.

Nunca nos disse uma palavra de carinho.
Mas tinha um olhar
que nos fazia entender
o quanto nos amava do seu jeitinho.

Acho também que quase nunca nos obedecia.
Fazia que fazia
e sempre ficava pedindo comida na cozinha...

Com o olhar,
com a cheirada,
com a lambida
e a patinha
nos dizia mais
do que nós lhe dizíamos,
na sua sinceridade canina.

Buni, de "bunitinha".
Uma pequena cadelinha.
Que por mais de 14 anos
encheu a casa de alegria.

11/11/2008

ALEXANDRE MOHOR
Enviado por ALEXANDRE MOHOR em 29/11/2008
Alterado em 29/11/2008
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