Poeta Mohor
Sobre a sociedade, a alma e etc...
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Textos
MESMICE
A mesmice
se estende pela janela.
Para fora e para dentro dela.
É a cara do poeta
que espera a bela
que espera a novela.
Nenhum lance.
Nenhum vento
que infle a vela.
A paisagem e o texto
se esfregam no tempo.
E a esperança
tem cara de velha.



1996



ALEXANDRE MOHOR
Enviado por ALEXANDRE MOHOR em 15/06/2009
Alterado em 15/06/2009
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