Poeta Mohor
Sobre a sociedade, a alma e etc...
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O SENHOR DO ESPERMA
O Senhor do Esperma
não pode ver a porta aberta
que já penetra.
Isso quando não arrebenta ela.

O Senhor do Esperma não vacila
ao dizer que não é sua culpa aquela barriga.
Ela queria, ela pedia
e ela podia evitar a cria.

O Senhor do Esperma se julga inocente.
Ela é a vagabunda e ele decente.
Até o pai do Senhor do Esperma se ressente:
-Ela seduziu meu pobre filhinho com o seu "presente".

Mas o Senhor do Esperma não sabe
que ela sabe
que nesse ponto a Justiça age
e lá está ele atrás das grades.

Agora é a vez dele se ferrar
nessa triste história
que só vai bem acabar
se um avô ou uma avó chegar...
ALEXANDRE MOHOR
Enviado por ALEXANDRE MOHOR em 09/08/2009
Alterado em 09/08/2009
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