Poeta Mohor
Sobre a sociedade, a alma e etc...
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NOITE NEGRA
Na madrugada, na lado escuro da Terra, todos dormem.
Os corpos, cansados, desligam as mentes, os uniformes, os egos, as couraças, as fantasias.
O rico, o pobre, a puta, a freira, o bandido, o doente.
Todos deixam de ser.
Até marido e esposa suados ainda do recente gozo já não são mais homem nem mulher.
Na noite saem as almas.
Espíritos se encontram.
O antigo general olha seu corpo doente numa favela, o velho gênio se enxerga num hospício.
Nada do que era.
Nada do que é.
E a síntese disso tudo é a noite negra com cães uivando para a Lua, única imutável.
Testemunha nua e silenciosa dos habitantes da noite.
ALEXANDRE MOHOR
Enviado por ALEXANDRE MOHOR em 01/05/2011
Alterado em 01/05/2011
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