Poeta Mohor
Sobre a sociedade, a alma e etc...
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VELHOS OLHOS
Seus olhos, todos os dias, viam na sua cidade; que ele defendeu com ódio a todos de fora dos seus limites e das suas certezas; todos aqueles que invadiram, agora sem Muro.
Impotente ante o que antes era imponente, ele caminha pelas ruas, compra  novamente seu pão, volta para o seu pequeno e cinza apartamento onde mastiga vagarosamente o seu passado enquanto seus olhos olham o vazio como se esperando que de repente tudo aquilo voltasse, ou que ele simplesmente morresse...

(Berlin Oriental, 15.10.24)
ALEXANDRE MOHOR
Enviado por ALEXANDRE MOHOR em 18/10/2024
Alterado em 18/10/2024
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